• Isabella Stephan

A dança como forma de re-conexão com a sua própria forma de mover-se na Vida.

Temos um corpo.

Na foto, eu e Giovanna - a amiga que me apresentou a dançaterapia no Método Maria Fux. Acho que estávamos dançando com os dentes, nessa foto.
Dançando com os dentes (e com a Gio). Em workshop de Dançaterapia, no mét. Maria Fux.

Para além de toda a intensidade das emoções, apesar do pulsar do coração na velocidade ágil dos pensamentos, temos um corpo que se move e dança.


É exatamente esse corpo, inclusive, que se constitui como um baú protetor das nossas emoções, sentimentos, sensações,

pensamentos...


Pensando alto, com meus botões, se fizéssemos uma analogia com o trabalho do pintor, corpo e emoções, talvez o corpo seria o pincel, as emoções seriam a expressão e a obra de arte o resultado dessa interação. Talvez corpo e emoções fosse uma coisa só, trabalhando numa obra-prima: a Vida.


Temos um corpo que nos sustenta e, facilmente nos esquecemos que o temos.

Ou que ele nos têm.


Um corpo-casa, com a beleza da individualidade de cada um, expressa em movimentos e trejeitos tão singulares. Dançamos porque somos. Somos porque dançamos.




E isso acontece desde os tempos imemoriais.


Desde os tempos mais longínquos a dança fez parte de manifestações na história da humanidade.


Inicialmente, na pré-história, como sinal de exuberância física ou tentativa primitiva de comunicação.

Posteriormente, a dança surge como ritual direcionado à celebração das forças da natureza, à mudança de estações. Aparece ainda em culto aos deuses, ritos de fertilidade etc.


Maria Fux, uma senhora de quase 100 anos, criadora do método Maria Fux de Dançaterapia, começou seu trabalhos com surdos... Ela diz que ao dançar "os potenciais adormecidos no corpo se transformam quando ele, ao mover-se, se expressa em uma linguagem não-verbal, que vai produzindo, ostensivamente, mudanças positivas, não apenas corporais, mas também psíquicas".