"Eu me afastei e me reaproximei da arte!" VEM VER ESSA HISTÓRIA...

Olá gente!


Quando dentro da gente tem algo que constitui a nossa própria Verdade, não adianta a gente fugir, sabe?

Segura essa história!



Essa aí de cima sou eu, aos 35 anos! Mas a arte entrou na minha vida acho que no momento que nasci. Assim como Jung (brinco que ele é "meu guru!") eu acredito que todos nós, seres humanos, somos seres criativos desde o momento que nascemos. Assim, fica difícil dizer quando EXATAMENTE ela entrou na minha vida.


Mas pouco tempo atrás eu criei uma história sobre mim que gosto de contar, porque assumi pra mim mesma que é ela um ponto interessante sobre a minha história de amor com esse mundo de criações e expressão.  


Pois bem! Eu nasci alta-míope. 13 graus de miopia em um olho, 7.5 graus de miopia em outro olho. Minha mãe descobriu quando eu tinha oito meses mas eu acredito que essa é uma questão que me acompanha desde o nascimento. Além disso eu tinha também astigmatismo e um cadinho de estrabismo. Foi assim, em um mundo completamente desfocado, que eu iniciei a minha jornada nesse lugar chamado Vida. Um dia, em uma sessão de análise (junguiana, tb!) eu tive esse insight! - UAU! Foi nesse contexto adverso que a minha imaginação, motricidade, descoberta das coisas todas, se desenvolveu. E como eu sou super otimista, passei a acreditar que esse cenário (inicialmente desfavorável) foi, na realidade, favorável o desenvolvimento da minha imaginação. Sendo essa história uma verdade científica ou não, eu só sei que desde que me entendo por gente que vivo em um mundo  em que criar é super natural. A minha mente é bem inquieta - cria o tempo todo!


[ T-O-D-O! Às vezes... Chega a ser cansativo, inclusive. Mas vamos lá...]


Minha mãe conta que ela descobriu meu problema de vista pois além de ser muito imaginativa eu era também muito curiosa. Chegava as coisas bem pertinho dos meus olhos para examiná-las com precisão. E nesse processo, vejam só, eu ia compreendendo-as - as coisas todas - utilizando também os meus outros sentidos (pq a visão não era lá grandes coisas!). Entre livros infantis, roupinhas de bonecas (que eu vestia e tirava e vestia de novo), plantas, lápis de cor e giz de cera... Foi assim que eu fui descobrindo que era gente.


Eu cresci e até os 21 anos - mais ou menos - eu segui tendo a Arte e a Literatura como uma grande companheira. Era em meio a tesouras e papéis, agendas e diários, que eu fui crescendo. Eu SEMPRE gostei de passar horas e horas ali, imersa em mim mesma e nos meus devaneios. Passei a adolescência no teatro, entre cursos e apresentações. Nessa época tb arrisquei TV, cinema e propaganda. Aos 17, passei para Artes Cênicas na UNB. M-A-S, por uma desventura do destino... Fui morar fora do Brasil e quando voltei já tinha repetido em uma matéria na universidade, acabei largando o curso.

Prato cheio para eu virar burocrata! Ainda mais nessa cidade, terra dos concursos públicos, de meu Deus - que é Brasília.


Eu fiz dois semestres de relações internacionais numa particular.

Me formei em serviço social na UNB.

Me casei. Fui mãe. Morei em outros países e depois voltei pra terrinha.

Passei em dois concursos públicos.

E a arte...

Bom: me distanciei dela! Fui me distanciando... Distanciando... E eu fui deixando de ser a Isabellinha que eu conhecia. Por mais que eu saiba que, na realidade, ela nunca chegou a ir embora por completo, foi um período meio apagadinho.


Fui mãe de novo e após a segunda maternidade, cansada da mesmice do serviço público e tendo convicção de que precisava de mais ferramentas para trabalhar com o público que eu atendia, eu fui fazer uma pós graduação. Fui estudar Arteterapia e Expressões Criativas em Abordagem Junguiana. Concluí a pós-graduação no Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa - IJEP e no meio da pós eu voltei a fazer arte. Dei para parir poesias pela cabeça, comecei a aquarelas e transbordei em Vida novamente.


No serviço público, eu trabalhava com crianças, adolescentes e mulheres vítimas de violência intrafamiliar - gente que havia vivenciado situações extremas de trauma - e ali a Arte foi também se tornando um canal de cuidado para com os meus atendidos.


Começaram a surgir encomendas e as minhas ilustrações e poesias se tornaram gravuras e produtos do Ateliê Eu te dou a Minha Paz. A marca surgiu para dar vazão a minha sensibilidade: um canal onde era possível escoar toda a arte pulsante que andava guardada dentro do meu coração. E então nasceu a lojinha: com ilustrações originais, prints, bottons, cartões e outros produtos.


TUDO atrelado a um propósito DE VIDA (quem leu o "Minha história!"): promover a cultura de paz, por meio da arte, da criatividade, da poesia, etc.


Hoje, além da lojinha faço encomendas personalizadas, ministro oficinas de Arteterapia e também ofereço atendimentos individuais de arteterapia em domicílio.

É uma NOVA jornada, a qual ainda estou escrevendo, mas uma coisa é certa: com cor, as coisas tem ficado muito mais divertidas!

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