Fotografia e arteterapia: uma possibilidade de revisitar o tempo, pelo olhar do hoje.

Hoje, vou trazer um pouco aqui para vocês a respeito da funcionalidade do uso das fotografias em Arteterapia. Muitas técnicas são possíveis a partir de seu uso.


Podemos solicitar ao paciente que faça uma fotografia ou que utilize uma fotografia já existente.


As fotografias nos trazem à tona lembranças e pode nos remeter a sensações do passado.


Ao olhar atentamente uma fotografia, podemos nos lembrar de quem éramos ali, naquele instante que já não existe mais... Podemos refrescar nossa memória de tal modo que nos levamos de volta ao local onde estávamos, para onde íamos, o que gostávamos de fazer...


Existe uma frase de Clarice Lispector que diz: “ O Instante já, já não é mais... “.


Angela Phillippini, arteterapeuta junguiana e estudiosa da Arteterapia no Brasil nos fala que as fotografias são “arquivos de emoções”. Elas capturam um momento único da nossa história.


São registros, arquivos, pistas com verbetes e ícones afetivos capazes de nos indicar as trilhas; expressar e reviver afetos.


Uma das mulheres do grupo Pílulas Arteterapêuticas após realizar um exercício no qual reencontrou-se com a sua menina me escreveu em mensagem privada (trecho autorizado p/ divulgação):


“Para falar a verdade hoje eu chorei muito ao me ver com outros olhos. Já fiz um exc. Parecido na psicóloga, mas eu não queria fazer. Hoje foi totalmente diferente. Eu me senti uma criança especial...”


Fato é que a fotografia também nos trás a possibilidade de recontar uma história. Uma emoção antes cristalizada, em forma mutante, pode se ampliar e se transformar. Uma pequena e antiga fotografia tem o poder de, recuperar trilhas para territórios internos e esquecidos – trazendo novas possibilidades de Ser, uma vez que sobre ela se projeta também um Novo Olhar.


Dentre os possíveis usos que uma fotografia é capaz de trazer temos as possibilidade de:

1) resgatar memórias afetivas;

2) restaurar o percurso biográfico;

3) apontar percepções sobre a autoimagem;

4) renovar e ampliar um olhar estético sobre uma cena;

5) estabelecer pontes para outras linguagens plásticas como, em nosso caso, a escrita intuitiva;

6) documentar momentos.


Philippini nos fala que a origem da palavra fotografia (foto=luz + grafia=escrita) nos remete a um campo simbólico em que algo fica registrado pela influência da luz. Ao olharmos novamente uma fotografia antiga, podemos nos beneficiar dessa “escrita luminosa” que nos fornece dicas “sobre o ontem, no hoje”, permitindo que tantos instantes fugazes deste “já, que já não é mais...” sejam revisitados e compreendidos por um novo olhar.

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