• Isabella Stephan

Haworthia fasciata, TAMBÉM CONHECIDA COMO RABO-DE-LAGARTIXA.


Haworthia Fasciata ou Rabo de Lagartixa. Esse copo da Frida comprei em um museu na Suécia. O quadro amarelo é da nossa arte Bouquet de Fé - às ordens em sua versão original e exclusiva!

Lá no Insta da Eu te dou a minha Paz contei um pouquinho pra vocês sobre o que aconteceu essa semana comigo, na segunda-feira.


Segunda-feira é meu dia oficial de dedicação exclusiva à marca. É o dia que agendo postagens, tiro fotografias, pinto, organizo criativamente à rotina da semana... É um mundo de coisas para fazer em um dia e confesso que adoraria que os outros dias fossem mais assim...!


Me dou o direito de começar o dia tomando café-da-manhã no jardim, mas nessa segunda-feira acordei meio "atrasada", tomei café da manhã correndo e não tive tempo de me dedicar aos cuidados matinais de todas as minhas plantinhas.


Café da manhã tomado, corri pra resolver o que precisava. Por algum motivo acabei passando na porta da frente de casa, olhei para o vasinho de suculentas que fica ali e me deparei com uma das suculentas completamente tomada por mudas, espremida, agarrada em seus filhotes, sem espaço pra crescer e aquilo me deu uma sensação de sufocamento. Encarei o vaso e pensei: preciso fazer isso por ela!



Eu tenho várias ferramentas de jardinagem, mas não sabia onde elas estavam (as crianças vivem espalhando por aí!). Corri na cozinha e peguei um garfo e uma faca mesmo - o que mostra que você pode fazer a mesma coisa, independentemente de ter as ferramentas certas.


Repare no vídeo como ela estava imensa! Na verdade ela estava mesmo era tomada de mudinhas.


Eu não acredito em acaso. Nem acredito que foi à toa que me senti sufocada quando a vi. Tinha algo ali que ela precisava me ensinar!

. Hora de separar! Cavei em torno dela - e não foi um processo fácil - para conseguir separá-la sem destruir as raízes. No Rabo de Lagartixa as mudinhas ficam super grudadas com a planta-mãe. . Quantas relações não são assim?! Fiquei ali matutando sobre isso... . E trouxe essa questão pra minha vida. Nos últimos tempos, a minha relação pessoal com a marca vem se transformando. As idéias para as transformações no ateliê e também na minha própria vida vem acontecendo - uma atrás da outra.

. Mas a sensação recentemente passou por esse lugar de sufocamento. Até tirei uns dias de férias, pq estava realmente entrando em um processo de burn-out. Era como se eu, "a planta-mãe", estivesse sufocada entre tantas idéias e diferentes frentes para atuar.

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[Ter idéias é fera, mas fique sufocado por elas para você ver como é!]

. Na vida real, vocês não imaginam o quanto foi difícil puxar a plantinha da terra. As raízes estavam fortemente arraigadas à ela. Foi preciso força! Uma força cuidadosa para não estraçalhar as raízes nutridoras das bichinhas.

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No meu mundo interior, as idéias estavam iguaizinhas!!! Grudadas em mim, me sufocando, presas na terra (que trás ainda mais energia criativa). Socorro! . Arrancada a plantinha da terra, separei uma-a-uma as mudinhas, da planta-mãe. Assim como havia buscado fazer com as minhas próprias idéias nos últimos tempos. . Tvz algumas mudinhas não vinguem. Eu sei disso... Algumas idéias, talvez não vinguem também. Haviam tantas!

Filhotes replantadas e agora com espaço para crescer.

[ Contei 15 mudinhas. Sincronicidade ou não, foram 15 mudanças com a Eu te dou a minha Paz que anunciei semana passada! (P-A-S-M-E-M! Parece bruxaria e é.) ] .

Outras mudinhas e idéias eu sei que vão pegar. Replantei todas. .

E saí de lá embasbacada, pensando mais uma vez no quanto a natureza é capaz de ensinar.

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