Nossa Torta de Amora não é simplesmente uma torta de amora.

É AMOR-a!



Era um sábado chuvoso e tínhamos 4 crianças em casa, um tanto quanto entediadas porque o dia não permitia piscina. Tive então a brilhante idéia de fazermos uma torta de amora juntos. Do começo ao fim.


O Master Chef claro que foi Niklas pois eu e a cozinha temos uma relação meio conflituosa.

Minha missão foi registrar e coordenar a ação.


A torta de amora era o prêmio, mas a construção coletiva de um momento de afeto e aprendizado, com foco no "criar" era o meu objetivo-fim.


Iniciamos com a colheita.

Fomos ao jardim e vimos que a nossa amoreira, apesar de estar carregada de amoras, estava um pouco dodói. Muitas amoras estavam secas, haviam bichinhos esquisitos e algumas amoras estavam com uma gosma branca esquisita.

Foi preciso PACIÊNCIA e DETERMINAÇÃO para que a gente conseguisse encher uma vasilha.

Não enchemos e tivemos que lidar com um pouco de FRUSTRAÇÃO e repensar nossa criação: que não ia ser mais uma torta exclusiva de amoras, mas ia ter também maçãs.

Aproveitamos para borrifar fumo na amoreira na tentativa de salvá-la dos bichinhos.


Amoras em mãos, vamos cuidar da lavagem. Tinha que ser uma lavagem CAPRICHADA (por conta dos bichinhos) mas SUAVE, para as amoras não desmantelarem. Sabe essa coisa do equilíbrio? Do cuidar, que envolvem não superproteger, mas proteger, não agir com agressividade, mas impôr limites? Pois é. Tava presente aqui no ato...


Vamos ver o que tem na despensa?

Putz! Tá faltando tudo... Vamos sair para comprar: farinha de trigo, manteiga, maizena no mercadinho ao lado. Pessoal vai sair e, oooops...


A Martinha, nossa vira-lata corredora fugiu!


Os pequenos ficam e os mais velhos saem para ajudar o Niklas na captura. Mais emoção para lidar: medo, irritação, paciência, coragem para se enfiar no mato e persistência para poder capturá-la. O sentimento de que a união faz a força, valeu a experiência.

Eles se ajudaram, se apoiaram e conseguiram.

No fim, Martinha foi para um passeio ao mercado.


O mercado ao lado estava fechado.


Corre para outro.

- Pode sorvete também?

- Pode! Hoje pode!


E chegaram em casa para então seguir com a receita...

Esqueceram a maizena.

Não tinha açúcar branco em casa.

A massa ficou pouca para o tamanho da forma.

Será que vai dar certo?


As crianças claramente tiveram que administrar conflitos interpessoais. Não tinha avental para todos, um queria o avental do outro, todos queriam fazer todas as tarefas ao mesmo tempo e não rolava, a gente tinha que respirar fundo e se espremer na nossa micro-cozinha.

RESISTÊNCIA!

Vai dar certo.


[Essa torta é uma torta muito feita lá na Suécia. Sempre que vou para lá, minha sogra prepara com as frutas vermelhas da época e eu volto muitos quilos mais gordinha, pq né? Sou dessas! E ali eles aprendiam um pouquinho sobre a Suécia também - país do Niklas e aonde o Francisco nasceu.]


No fim, deu tudo certo. Ufa! E vou aproveitar pra deixar a receita da torta aqui pra vocês...


Receitinha da nossa torta de amora com maçãs

(segue receita fiel do jeito que fizemos - com tudo que faltava, faltando - PQ DEU CERTO!)


Ingredientes:

- 2 copos de requeijão cheios de amora

- 1 maçã Fuji cortada em cubinhos

- 75ml de açúcar mascavo

- 125ml de aveia

- 100 ml de farinha de trigo

- 125g de manteiga


1. Esquente o forno em 225 graus.

2. Jogue as frutinhas e espalhe bem espalhado na forma untada.

3. Misture o açúcar, a aveia e a farinha em uma vasilha. Acrescente a manteiga até que a massa fique com uma consistência "esfarelenta".

4. Salpique essa massa esfarelenta sobre as frutinhas. Vale dar uma salpicadinha com um pouco mais de açúcar por cima só pra dar a liga.

5. Coloque no forno por 20 min.


Sirva com sorvete!


Foi uma delícia todo esse processo de criar e reinventar com as crianças. Depois mostro fotos pra vocês!

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