• Isabella Stephan

Voa, Mulher!

Atualizado: 11 de Jun de 2019

Semana passada eu estava refletindo sobre as múltiplas funções às quais acumulamos na Vida e sobre como é difícil estar sempre à frente guiando o volante das nossas existências.


Por mais descoladas que sejamos, por mais que já tenhamos tido contato com os diferentes vieses do Feminismo, por mais que já tenhamos nos empoderado, me parece que a culpa permanece ali - assombrando nos momentos de fraqueza ou de incertezas.


Se deixamos de sonhar, uma voz bem lá no fundo do coração fala que poderíamos estar muito melhor sonhando e fazendo acontecer. Eu acredito que é a voz da Nossa Intuição. Do Sagrado que habita em nós.


É a voz da nossa Essência vibrando e dizendo: - Vai! O mundo é seu! E só há um único caminho a ser alcançado. Um caminho o qual podem até tentar, mas não vão conseguir suprimir. O caminho rumo à auto-realização.


"Nossa essência

É aquela parte da gente

Que o mundo fica tentando apagar.

e que,

inevitavelmente

insiste

em ficar."


(Isabella Stephan)


Jung fala que na vida, absolutamente todos os fenômenos, conscientes ou não, sejam de luz ou de sombra, nos empurram rumo à individuação. E individuar na minha concepção é rebolar para, driblar os obstáculos, e nos tornarmos absoluta e diariamente, cada vez mais: nós mesmas.


Uma das coisas que, no entanto, age como pedra no caminho é a CULPA.


Quantas vezes, enquanto mulheres, precisamos abrir mão de outros espaços na vida os quais socialmente somos imputadas à executar - para simplesmente, perseguir nossos objetivos?


A culpa também me atravessa.


E quando escolhi empreender com a Eu te dou a Minha Paz, há três anos atrás, esse sentimento ainda estava lá.


Precisei (e ainda preciso) me abster de "n" compromissos com os amigxs, filhos, família, marido para fazer o que hoje entendo como PROPÓSITO DE VIDA.


Muitas vezes chego do meu expediente de trabalho fixo e venho direto para o ateliê porque há produto para embalar, postagens para agendar, semana para organizar, tabelas para serem preenchidas... Eu sei também que para conseguir o que busco, eu preciso executar tarefas TODOS os dias. Por menores que sejam, é preciso que o hábito de investir no meu propósito torne-se parte da vida diária.


Ainda assim, às vezes a culpa me invade. E paralisa.